Holanda campeã mundial!

A Holanda conquista o seu primeiro título mundial de futebol de botão nas mesas do Bola Quadrada!

No último domingo, dia 30 de maio, foi realizada no Salão Nobre da APCEF, a 1ª Copa do Mundo de Futebol de Botão do Bola Quadrada. Num clima de total descontração, numa atmosfera de muito alto astral, as 32 seleções que participarão da Copa do Mundo FIFA 2010, comandadas por 30 técnicos empolgados, entraram em campo para uma “prévia” do torneio da FIFA.

Tivemos a presença de muitos técnicos atuantes no Bola Quadrada, de muitos ex-associados, que foram intimados a voltarem às nossas mesas, de novos amigos que vieram para conhecer a turma e o jogo e também presenças ilustres dos extremos do Brasil. Do Amapá veio o veterano Bruno Romar, fora de Brasília desde o início do ano. Do Rio Grande do Sul veio o Ricardo Gothe, praticante da modalidade Brasileira em Porto Alegre e grande divulgador do futebol de mesa através do seu blog, o Gothe Gol.


As 32 seleções alinhadas em seus “ônibus”, para foto oficial em frente aos troféus do torneio

Todos os técnicos estudavam ansiosos as propostas de todas as seleções, avaliando as condições, os grupos, a tradição e principalmente o uniforme a ser utilizado. Antes do início da competição foi realizado o sorteio dos técnicos. Cada sorteado tinha o privilégio de escolher a seleção que iria comandar, baseando-se sempre nos estudos preliminares que já havia feito, ou escolhendo simplesmente o uniforme mais bonito dentre as que restassem.

Como homenagem pelo encerramento de sua gestão, o agora ex-presidente do Bola, Marcus, foi homenageado pelo novo presidente, Marcelo, e foi coincidentemente o primeiro técnico “sorteado” para a escolha da seleção. Como não é bobo, escolheu a seleção mais bem preparada, a favorita Nova Zelândia, com seu belo uniforme nº 2, todo negro, o que gerou protestos de uma fila de técnicos que já estavam de olho grande para cima dos craques.

A distribuição final de seleções e técnicos pode ser verificada aqui »

Quando o pontapé inicial foi dado, a disputa correu solta. Conforme os técnicos iam se adaptando aos times de vidrilhas, pouco íntimos da maioria deles, os gols iam surgindo em grande estilo. Desde o início o Carrossel Holandês, comandado pelo experiente técnico Fernando, já se destacava, estreando com um sonoro 5×0 aplicado sobre a Dinamarca, do jovem técnico Gustavo, no grupo E.

Pelo grupo A, classificou-se fácil a África do Sul em primeiro. Na segunda colocação, numa disputa apertadíssima, a França levou a melhor sobre o México pelo terceiro critério de desempate, a quantidade de gols.

Pelo grupo B, como era de se esperar, a Argentina se classificou juntamente com a nem um pouco tradicional Grécia, que levou a melhor na classificação pelo saldo de gols.

No grupo C, a Inglaterra se classificou com facilidade e a Argélia conquistou a segunda vaga na bacia das almas, vencendo o desempate com a Eslovênia pelo saldo de gols.

Pelo grupo D, a Sérvia sobrou, passeou e se classificou com três vitórias e o segundo melhor ataque da primeira fase, com 10 gols marcados. Em segundo passou a Alemanha, que depois da estrondosa derrota por 4×0 para a Sérvia, conquistou o passaporte para a segunda fase no sufoco, de virada, por 2×1, com gol nos últimos minutos contra Gana.

Pelo grupo E, além da Holanda, classificou-se a surpresa Camarões, que teve campanha irregular, mas conquistou a vaga no primeiro jogo com a vitória por 2×0 sobre o Japão.

Pelo grupo F, a grande sensação foi o jovem técnico da Itália, Pedro Figueiredo, que levou sua seleção à classificação enfrentando de igual para igual seus adversários e mostrando muita maturidade, tanto nas vitórias, quanto na derrota. Mas quem passou com folgas, em primeiro lugar, com 3 vitórias, foi a inexperiente Nova Zelândia, que estava apenas em sua segunda participação em copas do mundo.

Pelo grupo G, na decisão mais emocionante da primeira fase, Costa do Marfim e Portugal, com campanhas muito semelhantes, conquistaram as vagas para a segunda fase, sendo o Brasil despachado por Portugal e a Coréia do Norte pela Costa do Marfim na última rodada, quando todas as seleções estavam empatadas até o terceiro critério de desempate.

Pelo grupo H, Honduras e Chile deram tchauzinho para as teoricamente favoritas Espanha e Suíça, com a surpresa Honduras aplicando uma sonora goleada por 5×2 sobre a suíça, numa tentativa clara do técnico de conquistar pelo menos a chuteira de prata, troféu a ser oferecido ao melhor ataque da Copa.


Rodada a rodada, os técnicos acompanhavam atentos a evolução de suas seleções e dos adversários diretos em nosso telão de alta tecnologia

Nas oitavas de final, todos os jogos muito apertados, cinco deles terminando com a diferença de apenas um gol, dois decididos nos pênaltis e apenas um vencido por diferença de dois gols. Seguiram adiante as seleções da África do Sul, da Alemanha, da Grécia, da Argélia, da Holanda, do Chile, da Nova Zelândia e de Honduras.

Nas quartas de final, mais decisões apertadas, metade nos pênaltis. Seguiram adiante as seleções da Alemanha, da Holanda, da Grécia e da Nova Zelândia.

Nas semi-finais, dois grandes jogos. No primeiro, as gigantes Alemanha e Holanda disputaram uma batalha, em que a Laranja Mecânica acabou levando a melhor, conquistando a vaga para a finalíssima com uma vitória por 4×2. No segundo, Grécia e Nova Zelândia, duas seleções sem nenhuma tradição em Copas do Mundo, já se dando por satisfeitas por terem chegado tão longe, mas agora sentindo o gostinho da possibilidade de colocar as mãos no cobiçado troféu, fizeram outro grande jogo, decidido após um vacilo dos Neozelandêzes, que permitiu aos gregos voltar à frente no placar e ampliar nos momentos finais, para sacramentar a vitória também por 4×2 e garantir a vaga na final.


As seleções da Alemanha e da Nova Zelândia alinhadas para a disputa do terceiro lugar


As seleções da Holanda e da Grécia alinhadas para a grande final

Na disputa do terceiro lugar, um jogo morno entre Alemanha e Nova Zelândia, cujos técnicos pareciam mais preocupados com o que estava acontecendo na mesa ao lado, de onde se ouvia uma gritaria eufórica da grande torcida presente no estádio Soccer City, também conhecido como “Mesa 1″. O jogo terminou em 2×1 para a Alemanha e lhe garantiu a terceira colocação no torneio.

O melhor jogo de todo o torneio, depois de 62 partidas disputadas, estava reservado para a grande final, um espetáculo digno da decisão de um torneio com esse porte e essa importância e que mostrou que nenhuma das duas seleções chegou ali por acaso. Os torcedores relatam que o jogo, que esteve empatado em 4×4, foi sensacional. A torcida gritava eufórica a cada golaço marcado pelas duas seleções. O resultado final, de 6×4, só foi tão elástico por um pequeno deslize da seleção grega, talvez pela falta de experiência em finais deste porte, que permitiu o distanciamento da Holanda nos momentos finais do jogo. No final, para alguns, fez-se finalmente justiça a uma seleção de tradição, mas que ainda não havia conquistado o título máximo do futebol mundial.

Foi um fecho de ouro para um grande torneio!


O Presidente do Bola Quadrada, Marcus, entrega a Chuteira de ouro ao técnico da Holanda, Fernando

De quebra, a seleção holandesa ainda levou o troféu Chuteira de Ouro, por ter também o melhor ataque da competição, com 26 gols em 7 jogos disputados, média de 3,7 por partida.


O cobiçado e lindo troféu agora tem dono


O técnico da Holanda, Fernando, recebe finalmente a Copa do Mundo das mãos de Marcus. Muita comemoração e a repetição do já tradicional gesto de beijar e levantar a taça para a galera. Foto de Gothe.


Da esquerda para a direita, Júnior, técnico da 3ª colocada, Alemanha; Fernando, técnico da campeoníssima Holanda; Bruno Machado, técnico da vice campeã, Grécia e Marcus, técnico da 4ª colocada, Nova Zelândia

Depois de um dia agradabilíssimo de muito futebol de botão, muita brincadeira, muita torcida, a sensação foi de total aprovação da idéia. Outros desses virão? O tempo dirá, mas parece que vai ser necessário ;-)

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